As fachadas são marcadas por planos contínuos de cobogós, elementos que filtram a entrada da luz e permitem a ventilação natural além de preservar a intimidade de áreas de serviço e banheiros. O concreto e a pedra natural celebram a verdade dos materiais, unindo a solidez estrutural à delicadeza das texturas dos materiais artesanais. Na esquina da praça, a empena cega em concreto aparente confere peso e presença urbana ao volume do edifício, enquanto o desenho é suavizado pelo verde do paisagismo das marquises e jardins periféricos como um prolongamento da praça ao fundo.
Os apartamentos de 1, 2 e 3 dormitórios se abrem para o verde. Com amplas janelas, as unidades são pensadas para modos de vida contemporâneos: compactas, funcionais, com varandas generosas e ventilação cruzada. O morar é urbano, mas também sensível à paisagem. A presença do bosque é sentida no som, na luz e nas vistas.



O lazer é desenhado em dois tempos: na cobertura, a piscina assume o papel de mirante contemplativo, estrategicamente posicionada para emoldurar a vista do morro e oferecer um refúgio de descompressão ao ar livre. Em contrapartida, o salão de festas ocupa o térreo, estabelecendo um diálogo direto com a praça. O térreo também abriga comércios voltados à calçada, ativando o entorno e conectando o edifício à cidade. São cafés, serviços ou mercados de bairro que tornam o cotidiano mais fluido e próximo. O projeto equilibra a introspecção das alturas com a vivacidade do nível da rua.

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